Pershin, que também é membro da comissão parlamentar para a família e os assuntos infantis, afirmou que "a lei deve receber um status federal o mais rápido possível, um trabalho que compete aos deputados" da Duma (Câmara Baixa do Parlamento)."A obstinação das minorias sexuais e seus planos para manifestar-se de novo na frente de centros infantis demonstra como foi oportuna a aprovação da lei regional" disse ele.
A lei proíbe a propagação de informação sobre a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e a pedofilia. Pensem comigo, "proíbe a propagação de informação". Teoricamente, até mesmo falar sobre a biografia de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, compositor clássico nascido em São Petersburgo, e mencionar que ele era homossexual pode ser o suficiente para que essa pessoa seja obrigada a pagar uma multa de US$ 170 à US$ 17 mil.
Obviamente isso causou furor na comunidade LGBT, que apelidou a lei de "lei da mordaça gay", e diversos protestos foram e já haviam sido organizados, já que nas regiões de Astrajan, Kostroma e Ryazan foram também aprovadas leis similares nos meses anteriores.
No Brasil já vimos um caso parecido de conflito entre homosexuais e religiosos no desacordo com relação ao kit anti-homofobia e a criminalização da homofobia, que causou protestos de evangélicos em Curitiba e fez com que os deputados da bancada evangélica decidissem encaminhar um pedido de exoneração do ministro da educação Fernando Haddad para a presidente Dilma.
As questões que essas situações levantam são: até onde devemos permitir que dogmas religiosos afetem a legislação de um país? E quando algo deixa de ser crença e vira preconceito?
Escrito por: João Gabriel Vicente Bonavita
Fontes:
http://jovempan.uol.com.br/noticias/2012/03/igreja-ortodoxa-russa-pede-proibicao-de-propaganda-homossexual-no-pais.html (Créditos ao meu amigo Richard Williams por ter me enviado esta notícia quando eu ainda estava procurando idéias)
http://www.farofadigital.com.br/abafe_mordaca_gay.htm







